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Acordes do Rádio

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Wednesday, 23 de March de 2011 às 18:37

Mônica Salmaso e Guinga encerram II Festival Acordes do Rádio nesta terça (29/03) no CCBB Brasília

Mônica Salmaso e Guinga Foto: Thaís Gallart

Mônica Salmaso e Guinga Foto: Thaís Gallart

Depois de levar a história do violão brasileiro ao público do Centro Cultural Banco do Brasil, a segunda edição do Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro chega ao fim nesta terça-feira (29/03). Para marcar o encerramento, quem sobe ao palco para duas apresentações é a cantora Mônica Salmaso e o violonista Guinga. Os shows serão às 13h e às 21h, sendo que a primeira apresentação é gratuita e a segunda tem ingressos a R$ 15, a inteira.

O show começa com apresentação de Guinga, mostrando composições próprias, como Nó na Garganta, Contenda, Choro Pro Zé, Canibaile, Cheio de Dedos, Par Constante e Dá o Pé Louro. Cada uma dessas peças é recheada com os improvisos inconfundíveis do violonista Lula Galvão.

O diretor musical e curador do festival Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro, Alessandro Soares, aproveita a presença de Guinga para comemorar tardiamente o centenário do compositor Meira, de quem Guinga interpreta Quando a Saudade Apertar. “O arranjo que ele criou para a valsa do mestre pernambucano foi feita especialmente para o festival e expõe um pouco o cancioneiro das serestas presente nas melodias de Guinga”, explica Alessandro.

Guinga Foto: Thaís Gallart

Guinga Foto: Thaís Gallart

Intérprete singular e timbre raro, Mônica Salmaso se apresenta no festival Acordes do Rádio acompanhada pelos violonistas Marcos Alves e Carlos Chaves, que são integrantes do Quarteto Maogani, e pela clarinetista Joana Queiroz.No repertório, Mônica rezará pela cartilha do projeto e cantará músicas compostas por grandes violonistas brasileiros, que ela já gravou em seus discos.

Alguns exemplos são Baden Powell (Canto de Xangô, em parceria com Vinicius de Moraes), Maurício Carrilho (Cabrochinha, em parceria com Paulo César Pinheiro) e Luiz Bonfá (Correnteza, com Tom Jobim), entre outros. “Pedi para Mônica aprender alguma música especialmente para o projeto de um autor violonista. Ela escolheu Estrada do Sertão, do João Pernambuco”, conta Alessandro. O resultado, que tem arranjo de Marcos Alves, agradou muito o público do CCBB Rio, onde o projeto estreou ano passado.

Mônica Salmaso interpreta ainda Guinga, com Senhorinha (parceria com Paulo Cesar Pinheiro) e Nem Mais um Pio (com Sérgio Natureza). Um dos momentos mais marcantes do show, no entanto, é quando Mônica faz dueto com Guinga em vários outros temas do autor, como Pra Quem Quiser me Visitar (em parceria de Aldir Blanc), Noturna e Bolero de Satã (estas duas com letra de Paulo Cesar Pinheiro).

Mônica Salmaso Foto: Thaís Gallart

Mônica Salmaso Foto: Thaís Gallart

O festival

Os quatro shows da segunda edição do Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro começaram em 1º de março, com a cantora Vânia Bastos e o violonista Eustáquio Grilo, e seguiu em março, com apresentações dia 15 (Ná Ozzetti e Henrique Annes) e 22 (Marco Pereira, Paulinho Bellinati e Weber Lopes).

A ideia do diretor musical Alessandro Soares era resgatar as histórias do rádio e do violão no Brasil e mostrar que elas andam juntas e não se separam. O roteiro dos shows de Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro é um verdadeiro passeio pela trajetória de grandes violonistas brasileiros, prestando homenagens a mestres do instrumento e a nomes que se destacam no atual cenário da música instrumental brasileira. “O festival é um painel diverso do violão no Brasil”, define Alessandro. Além disso, grandes nomes do instrumento são homenageados. São eles Meira, João Pernambuco, Canhoto da Paraíba, Dona Ceça e Zé do Carmo.

Saturday, 19 de March de 2011 às 16:28

Acordes do Rádio reúne Marco Pereira, Paulo Bellinati e Weber Lopes nesta terça (22/03) no CCBB Brasília

Marco Pereira no CCBB Foto: Thaís Gallart

Marco Pereira no CCBB Foto: Thaís Gallart

A terceira apresentação do II Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro neste mês de março no CCBB Brasília  reúne nesta terça-feira (22/03) os violonistas Marco Pereira, Paulo Bellinati e Weber Lopes, com duas sessões , às 13h e às 21h. Trata-se do único show totalmente instrumental da temporada brasiliense.

Marco Pereira abre o show com uma música rara: Choro Triste, de Alfredo Medeiros, num arranjo feito especialmente para o projeto, em homenagem à violonista Dona Ceça, que provavelmente foi a única mulher a tocar violão solo em emissoras de rádio no Recife nos 50 e começo dos 60.

Mas a maior parte do repertório de Marco Pereira será baseado no disco Cristal, o mais recente de sua carreira, e dedicado ao choro-canção para violão solo, a exemplo da Suíte Retratos – Pixinguinha, (Radamés Gnattali), Ternura (X-Ximbinho) e Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo).

Marco Pereira vai interpretar também seus arranjos em formato de suíte para a música de Dorival Caymmi e Tom Jobim, além do clássico Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso). “Os arranjos têm a personalidade de Marco, num estilo fortemente clássico e ao mesmo tempo repleto de improviso jazzístico e a levada de mão direita típica do violão brasileiro”, afirma Alessandro Soares, diretor musical e curador do festival.

Paulo Bellinati no CCBB Foto: Thaís Gallart

Paulo Bellinati no CCBB Foto: Thaís Gallart

Quem divide o palco com Marco Pereira nesta terça (22/03) é o duo formado por Paulo Bellinati e Weber Lopes, que exploram improvisos e ruídos em sonoridade contemporânea, incluindo elementos de samba e de viola caipira. Curiosamente o instrumento de Bellinati é um violão de seresta construído em 1935.

O repertório é quase todo autoral, com músicas do disco Virado, de Bellinati e Weber, como Violão Virado, que faz uma bela interação nos gêneros de viola caipira e a música do interior de São Paulo e Minas Gerais, mas com elementos bem contemporâneos. Já Dança e Coda é marcada pela percussão no próprio corpo dos violões, com melodia delicada e original, mas que dialoga com a linguagem dos afro-sambas de Baden Powell.

A balada A Rede e o Mar, o samba de partido alto Bom Partido e o tema Flor do Tempo também fazem parte do repertório de Paulo Bellinati e Weber Lopes nesta terça-feira (22/03). A única música do show que não é da dupla é um frevo inédito de autoria de Zé do Carmo, com arranjo de Paulo Bellinati feito especialmente para os espetáculos do Acordes do Rádio.

Weber Lopes no CCBB Foto: Thaís Gallart

Weber Lopes no CCBB Foto: Thaís Gallart

O festival

O II Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro teve início dia 1º de março, com apresentação da cantora Vânia Bastos e do violonista Eustáquio Grilo, e seguiu dia 15, com show de Ná Ozzetti e Henrique Annes. O festival chega ao fim dia 29 com apresentações de Mônica Salmaso e Guinga.

A ideia do curador Alessandro Soares era resgatar as histórias do rádio e do violão no Brasil e mostrar que elas andam juntas e não se separam. O roteiro dos shows de Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro será um verdadeiro passeio pela trajetória de grandes violonistas brasileiros, prestando homenagens a mestres do instrumento e a nomes que se destacam no atual cenário da música instrumental brasileira. “O projeto é um painel diverso do violão no Brasil”, define Alessandro. Além disso, grandes nomes do instrumento são homenageados. São eles Meira, João Pernambuco, Canhoto da Paraíba, Dona Ceça e Zé do Carmo.

 

Sunday, 13 de March de 2011 às 15:24

Ná Ozzetti e Henrique Annes se apresentam nesta terça (15/03) no Festival Acordes do Rádio em Brasília

Ná Ozzetti no CCBB Foto: Thaís Gallart

Ná Ozzetti no CCBB Foto: Thaís Gallart

O II Festival Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro segue movimentando as terças-feiras do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. Com direção musical e curadoria do jornalista e produtor Alessandro Soares, o festival apresenta nesta terça-feira (15/03) o violonista Henrique Annes e a cantora Ná Ozzetti para duas apresentações: uma, às 13h e outra, às 21h. A primeira é gratuita e a segunda tem ingressos a R$ 15,00, a inteira.

O show promete resgatar o clima da Era do Rádio e a história do violão brasileiro. O primeiro a subir no palco será o violonista Henrique Annes, definido por Alessandro Soares como “a maior memória viva do choro pernambucano para violão, por ter vivenciado os saraus do Recife e tocado em rádio nos anos 1960”. O repertório vai lembrar nomes como Alfredo Medeiros, Romualdo Miranda e Zé do Carmo, além de apresentar duas composições próprias, Caribeana 3 e Prelúdio 1.

Depois de Henrique, quem sobe ao palco é a cantora Ná Ozzetti, que fará uma espécie de releitura de Balangandãs, disco no qual recria o repertório de Carmen Miranda. Para o projeto, Ná adaptou os clássicos Disseram que Eu Voltei Americanizada, Adeus Batucada, Recenseamento e Tic Tac do Meu Coração para ser acompanhada pelos violonistas Marcos Alves e Carlos Chaves, que são mais conhecidos por integrarem o quarteto Maogani.

Ná também relembrará o grupo Rumo, no qual iniciou a carreira em disco em 1981, ao cantar o samba Quantos Beijos, de Noel Rosa, além de interpretar músicas autorais como Canto em qualquer Canto, parceria dela com Itamar Assumpção.

Mas não é só isso, Ná aprendeu duas canções especialmente para o festival: Aperto de Mão, do violonista Meira, que fez sucesso na voz de Isaurinha Garcia, e Meu Noivado, um tema folclórico do violonista João Pernambuco, composto nos anos 1920.

Henrique Annes Foto: Renato Spencer/Santo Lima

Henrique Annes Foto: Renato Spencer/Santo Lima

O festival

O II Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro começou em 1º de março, com apresentação da cantora Vânia Bastos e do violonista Eustáquio Grilo. Serão apresentados, ainda, shows de Marco Pereira e o duo Paulo Bellinati e Weber Lopes (22 de março) e Mônica Salmaso e Guinga (29 de março).

A ideia do diretor musical Alessandro Soares era resgatar as histórias do rádio e do violão no Brasil e mostrar que elas andam juntas e não se separam. O roteiro dos shows de Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro será um verdadeiro passeio pela trajetória de grandes violonistas brasileiros, prestando homenagens a mestres do instrumento e a nomes que se destacam no atual cenário da música instrumental brasileira. “O festival é um painel diverso do violão no Brasil”, define Alessandro.

Além disso, grandes nomes do instrumento são homenageados. São eles Meira, João Pernambuco, Canhoto da Paraíba, Dona Ceça e Zé do Carmo.

Saturday, 26 de February de 2011 às 20:46

II Festival Acordes do Rádio começa nesta terça-feira (01/03)

Eustáquio Grilo Foto: Thaís Gallart

Eustáquio Grilo Foto: Thaís Gallart

Começa nesta terça-feira (01/03) a segunda edição do Festival de Violão Acordes do Rádio: 90 Anos do Violão Brasileiro, com sessões às 13 horas e às 21 horas, no CCBB Brasília. Para abrir a temporada no Distrito Federal, o diretor musical do festival, Alessandro Soares, escalou o violonista Eustáquio Grilo e a cantora Vânia Bastos. Professor da Escola de Música de Brasília na década de 70 e atual professor da Universidade de Brasília, Eustáquio interpretará temas menos conhecidos dos compositores Dilermano Reis e Armando Neves, além de resgatar uma peça inédita de Milton Dantas, Murmurando. O violonista vai passar, ainda, por um desafio ao juntar dois violões em apenas um na execução de Dengoso, de João Pernambuco.

A cantora Vânia Bastos sobe ao palco do CCBB acompanhada dos violonistas Ronaldo Rayol e André Bordinhon e do percussionista Nahame Casseb. O repertório terá duas músicas de Eduardo Gudim – Lenda e Paulista – cujos estilos de valsa e bolero dialogam com a Era do Rádio. Vânia também deve fazer um apanhado de sua carreira, cantando clássicos de compositores como Geraldo Pereira, Adoniran Barbosa, além de músicas do novo disco, dedicado a Edu Lobo.

Homenagens

Com este festival, Alessandro Soares fará, além de um resgate da história musical brasileira, homenagens diretas a cinco nomes do violão surgido no Nordeste: Meira, João Pernambuco, Canhoto da Paraíba, Dona Ceça  e Zé do Carmo.

O pernambucano Meira tem seu centenário festejado no projeto. Um dos nomes mais importantes da chamada Era do Rádio brasileiro, formou dupla com Dino 7 Cordas, além de participar do Regional do Canhoto. Meira também foi professor de nomes que marcariam o violão brasileiro, como Baden Powell, Raphael Rabello e Maurício Carrilho.

João Pernambuco é considerado o primeiro grande compositor de choro para violão e um dos precussores da música sertaneja de raiz. Entre sucessos compostos por ele estão o clássico Luar do Sertão e uma das peças brasileiras mais gravadas no mundo, Sons e Carrilhões.

Um dos compositores de violão mais originais do país, Canhoto da Paraíba tinha uma forma inusitada de solar com o polegar e fazer bordões com os demais dedos. Além disso, Canhoto tocava violão sem inverter as cordas. Essa técnica impressionou nomes como Jacob do Bandolim, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola. Os encontros entre esses mestres renderam um dos capítulos mais pitorescos da história do choro, presente em vários livros sobre música brasileira.

Dona Ceça talvez tenha sido a única mulher a tocar violão solo em emissoras de rádio do Recife, na década de 1960. Seu repertório é formado por choros e valsas de autores nordestinos. Ela e o marido, João Dias, fizeram parte dos programas Quando os Violões se Encontram (Rádio Jornal do Commercio) e Clube das Cordas (Rádio Clube de Pernambuco), e promoviam saraus no Recife entre as décadas de 1950 e 1960.

Autor de valsas e choros para violão solo, Zé do Carmo foi o principal violonista da Rádio Clube de Pernambuco. Suas músicas foram interpretadas por Dona Ceça, mas ele nunca gravou um disco.

Além de Vânia Bastos e Eustáquio Grilo, também fazem parte do festival Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro os shows de Henrique Annes e Ná Ozzetti (15 de março), Marco Pereira e o duo Paulo Bellinati e Weber Lopes (22 de março) e Mônica Salmaso e Guinga (29 de março).

SERVIÇO:

Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro

Dias: sempre às terças-feiras, dias 1º, 15, 22 e 29 de março

Horário: sessões às 13h e às 21h

Preço: A sessão das 13h é gratuita. Para a sessão das 21h, ingressos a R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Informações: 3310-7087


Monday, 21 de February de 2011 às 19:19

Eustáquio Grilo e Vânia Bastos estreiam II Festival Acordes do Rádio no CCBB Brasília

Vânia Bastos

Vânia Bastos

As histórias do rádio e do violão brasileiro se confudem e se interlaçam a cada instante. O veículo de comunicação e o instrumento começaram a ganhar os lares e o público no Brasil mais ou menos na mesma época. A música produzida deste casamento até hoje desperta enorme influência. Por isso, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília promove o II Festival de Violão Acordes do Rádio – 90 anos do violão brasileiro, com quatro shows realizada de 1º a 29 de março com duas apresentações semanais. A estreia reúne a cantora Vânia Bastos e o violonista Eustáquio Grilo. A direção musical, pesquisa e curadoria do festival, cuja primeira edição foi realizada com sucesso no CCBB do Rio de Janeiro, é do jornalista e produtor Alessandro Soares.

O roteiro dos shows será um verdadeiro passeio pela trajetória de grandes violonistas brasileiros, prestando homenagens a mestres do instrumento e a nomes que se destacam no atual cenário da música instrumental brasileira. “O festival é um painel diverso do violão no Brasil. Creio que faltava pensar a evolução do instrumento tendo o rádio como fio condutor desse processo”, define Alessandro.

Inserido na vida musical da elite brasileira ainda no século XIX, o violão sofria muito preconceito, como sinônimo de malandragem e diferença de classe. As primeiras vezes em que o violão passou a ser respeitado pela sociedade só aconteceram a partir de 1916 e 1917, com a vinda de recitais internacionais como o paraguaio Agustin Barrios e a espanhola Josefina Robledo.

Marco inicial do festival Acordes do Rádio

 

João Pernambuco, Agustin Barrios e Quincas Laranjeiras

João Pernambuco, Agustin Barrios e Quincas Laranjeiras

Já na década de 1920 começam os primeiros experimentos que fizeram surgir o rádio no país, tendo como polos difusores Recife e São Paulo. Segundo Alessandro – que está escrevendo um livro sobre a história do violão no Brasil – somente a partir de então, a imprensa de Rio de Janeiro e São Paulo começaram a dar destaque aos violonistas e a suas obras. “A série explora a relação entre o rádio e o violão no Brasil, começando pela década de 1920, marcada pelo surgimento do rádio no país, até chegar aos dias atuais, em plena geração mp3”.

Principais compositores

Todos esses detalhes podem ser musicalmente acompanhados em cada um dos quatro shows que fazem parte do festival. No palco do CCBB, violonistas de renome estarão ao lado de cantoras de igual competência. A ideia é que os instrumentistas se apresentem primeiro, sendo seguidos das cantoras, que estarão acompanhadas por violonistas.

Cada artista interpreta repertório próprio e revisita grandes compositores do violão, começando pelos eruditos Villa-Lobos, Radamés Gnattali e Agustín Barrios – paraguaio que conviveu com violonistas brasileiros e compôs maxixes e choros – até chegar aos anos 60 e 70, com nomes que até hoje influenciam a nova geração de violonistas. Isso passando por nomes como Quincas Laranjeiras, Américo Jacomino, Dilermando Reis, Armando Neves, Baden Powell e Luiz Bonfá, entre vários outros que ajudaram a escrever a história do violão país afora.

Além de Vânia Bastos e Eustáquio Grilo, também fazem parte do festival no CCBB Brasília as cantoras Ná Ozetti e Mônica Salmaso e os violonistas Guinga, Henrique Annes, Marco Pereira, Paulo Belinatti e Weber Lopes.

Wednesday, 16 de February de 2011 às 2:51

Geraldo Ribeiro – Recitais em Ribeirão Preto (22/02) Araraquara (23/02) e São Paulo (24/02)

Geraldo Ribeiro - Movimento Violão

Geraldo Ribeiro - Movimento Violão

Geraldo Ribeiro apresenta três recitais pelo projeto Movimento Violão em Ribeirão Preto no Teatro Minaz (22/02), em Araraquara no Teatro Municiapal (23/02) e em São Paulo no Centro de Cultura Judaica (24/02).

Intérprete, compositor e arranjador, Geraldo atua tanto na música erudita como na folclórica e popular. Foi pioneiro no resgate de obras de importantes violonistas populares, como Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), Armando Neves (Armandinho), Canhoto e Antonio Rago, fazendo transcrições, edições e gravações de suas obras.

Além disso, estreou mundialmente várias transcrições de Bach, Haendel, Debussy, Chopin, Paganini, entre outros, além de peças originais de Souza Lima, Cláudio Santoro e, principalmente, de Theodoro Nogueira, com quem colaborou intensamente para o registro da sua produção para violão.

Sua primeira gravação, interpretando Agustin Barrios e Ernesto Nazareth, foi incluída entre as dez melhores do ano de 1960 pela crítica especializada. Dentre seus primeiros projetos destacam-se os álbuns “Bach na Viola Brasileira”, um marco na discografia que chamou a atenção para a herança histórica desse instrumento, e o “Concertino para Violão e Orquestra”, de Theodoro Nogueira. Ambos foram gravados no final dos anos 70. Geraldo Ribeiro também foi o primeiro a registrar obras de Garoto, publicando partituras e LP.

Como compositor, criou solos e música de câmara para diversas formações, totalizando aproximadamente cinco cantos populares, cinco serestas, seis suítes, 25 românticos, duas cantatas para coro e violão, concertos para violão e orquestra, quatro fantasias e inúmeras peças para solo de violão, que constituem um dos maiores acervos dentre os compositores violonistas. Apenas algumas de suas composições foram editadas pela editora Ricordi e Di Giorgio. Suas abordagens estilísticas voltam-se, por um lado, para o romantismo e por outro para a linguagem nacionalista.

Geraldo Ribeiro sempre optou por viver no interior paulista, procurando se aproximar das manifestações autênticas da cultura folclórica. Neste sentido, são notadas duas vertentes em suas criações: uma voltada à música urbana e outra, para as manifestações da música erudita nacionalista, de inspiração folclórica, foco de sua maior atenção.

É o pioneiro da cátedra de violão do Brasil, da Universidade de Brasília, e por muitos anos foi professor do Conservatório de Tatuí, onde é responsável por grande parte da geração atual de professores e violonistas desta entidade.

É músico que desde o início de sua carreira influenciou e renovou, através de sua técnica e arte interpretativa, todo o movimento violonístico do país. Atualmente dedica-se unicamente a sua carreira de concertista e de compositor, na divulgação de seus preferidos clássicos e de suas mais importantes composições.

Fonte: Movimento Violão www.movimentoviolao.com.br

Sunday, 19 de December de 2010 às 22:21

Orquestra de Violões em Guarulhos – Teatro Padre Bento – domingo 19 de dezembro 2010

Localização: Teatro Padre Bento – Guarulhos

Rua Francisco Foot, 03 – Jd Tranquilidade- Guarulhos, SP
Hora: 19h

Saturday, 11 de December de 2010 às 22:50

Show Lula Galvão – Teatro dos Bancários – Brasília – 16 de dezembro 2010

Show de Lula Galvão com Rosa Passos

Show "Reencontros", com Lula Galvão, acompanhado de Jorge Helder (baixo), Rafael Barata (bateria) e participação da cantora Rosa Passos. Sinopese: No show Reencontros, estas feras vão apresentar clássicos da nossa música como Carinhoso, de Pixinguinha e O Grande Amor, de Tom Jobim, bem como músicas menos conhecidas como as belíssimas Waltzin, de Victor Assis Brasil e Alegria de Viver, de Luiz Eça. Rosa Passos, parceira de Lula Galvão em vários trabalhos, faz uma participação especial e canta grandes sucessos como Dindi, de Jobim, Marina e Vatapá, de Dorival Caymmi. Serviço: Dia: 16 de dezembro, às 21 horas Teatro dos Bancários – SCLS 314/315 Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 Classificação Indicativa: 14 anos Informações: (61) 3262.9090 Fonte: Naná Maris Produções

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Mais sobre o projeto

Em breve realizaremos a 3ª edição do Festival de Violão Acordes do Rádio. Confira aqui as primeiras edições, no Rio de Janeiro (2010) e em Brasília (2011), sob direção musical de Alessandro Soares

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Artistas do festival

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Galeria de vídeos

Marco Pereira recria temas de Tom Jobim no II Festival Acordes do Rádio

Marco Pereira interpreta a Suíte Tom Jobim, formada pelas melodias de Eu Sei Que Vou Te Amar, Modinha e Luíza, em apresentação realizada em março de 2011, durante o II Festival de Violão Acordes do Rádio: 90 Anos do Violão Brasileiro, do produtor Alessandro Soares. Este vídeo integra uma série de três programas exibidos pela TV Senado em maio de 2011 e foi gravado no Teatro do CCBB em Brasília. Os espetáculos do Acordes do Rádio mostram um painel do violão brasileiro tendo o Rádio como fio condutor. A abrangência vai desde os anos 1920, quando surgiram as primeiras transmissões de rádio no país, até os dias atuais. A temporada de shows em Brasília teve como elenco as cantoras Mônica Salmaso, Vânia Bastos e Ná Ozzetti e os violonistas Marco Pereira, Guinga, Paulo Bellinati, Weber Lopes, Eustáquio Grilo e Henrique Annes. O projeto também resgata músicas raras e fotografias inéditas de muitos violonistas da primeira metade do século XX, sobretudo autores nordestinos que atualmente são pouco lembrados pelo público. Acordes do Rádio é fruto de uma parceria entre a Candeeiro Records e a Produções do Tempo.

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Quarteto Maogani ao vivo no show Acordes do Rádio – Lôro (Egberto Gismonti)

 

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