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Acordes do Rádio

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Sobre o festival Acordes do Rádio

O Festival de Violão Acordes do Rádio: 90 Anos do Violão Brasileiro apresenta um painel do repertório nacional para violão, reunindo importantes violonistas e cantoras da atualidade na música brasileira. O festival explora a relação histórica entre o rádio e o violão no Brasil, começando pela década de 1920, marcada pelo surgimento do rádio no País, até chegar aos dias atuais, em plena geração mp3.

Cada um dos vários shows oferece ao público a oportunidade de conferir o quanto o rádio foi fundamental para a consolidação da obra dos compositores de violão da velha guarda e como os mestres da Era do Rádio continuam influenciando novas gerações de instrumentistas e cantores.

Nas duas edições, realizadas em 2010 (no Rio de Janeiro) e em 2011 (em Brasília), o festival reuniu as cantoras Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Vânia Bastos e Clara Sandroni e os violonistas Eustáquio Grilo, Guinga, Lula Galvão, Caio Cezar, Quarteto Maogani, Marco Pereira, Maurício Carrilho, João Lyra, Henrique Annes, Weber Lopes e Paulo Bellinati.

Os artistas interpretam repertório próprio e revisitam grandes compositores do violão, começando pelos eruditos Villa-Lobos, Radames Gnattali e Agustin Barrios, paraguaio que conviveu com violonistas brasileiros e compôs maxixes e choros.

O passeio segue pelos pioneiros do violão popular como Quincas Laranjeiras, Américo Jacomino e João Pernambuco. O violão dos anos 40 e 50 de Dilermando Reis, Armando Neves, Meira, Dino e de Garoto e os gênios Baden Powell, Luís Bonfá e Canhoto da Paraíba nos 60 e 70 fecham o ciclo de autores que até hoje influenciam a nova geração de violonistas.

O repertório inclui os compositores Alfredo Medeiros, Milton Dantas e Zé do Carmo, que participaram dos saraus de violão no Recife, entre 1930 e 1960. Foram resgatadas obras raras, fotografias inéditas e um pouco da história do choro para violão no Nordeste.

Da Rádio Clube ao My Space

O marco inicial do festival são as experiências de recepção radiotelegráfica no Recife, nos primórdios da Rádio Clube de Pernambuco (1919) e a inauguração da primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (1923).

O projeto mostra como as emissoras ajudaram a difundir o violão popular no Brasil, num tempo em que produzir disco custava caro. E valiosos personagens surgiram na evolução desse processo até os dias atuais, com a geração digital.

Hoje, a maioria dos artistas contemporâneos nem tocam em rádio, mas gravam vários discos e atingem o público compartilhando músicas na internet, por meio de download que abastecem os aparelhos mp3, além dos blogs, my space e emissoras digitais.

Viagem de Jipe

As duas primeiras edições do Festival Acordes do Rádio homenageia seis personagens e violonistas nordestinos. Meira e João Pernambuco, pioneiros que viveram no Rio de Janeiro. E Canhoto da Paraíba, Zé do Carmo e o casal Ceça e João Dias que fizeram parte dos programas Quando os Violões se Encontram (Rádio Jornal do Commercio) e Clube das Cordas (Rádio Clube de Pernambuco), e promoviam saraus no Recife entre as décadas de 1950 e 1960.

João Dias era escrivão e apresentou os músicos nordestinos a Jacob do Bandolim, em outubro de 1959. Ele juntou o grupo num Jipe Willys e viajou durante cinco dias por estradas sem asfalto, de Recife ao Rio de Janeiro. Quem mais impressionou os cariocas foi Canhoto da Paraíba, sobretudo o próprio Jacob, Radames Gnatalli e Paulinho da Viola, que presenciaram os saraus na casa do bandolinista.

Homenageados nas primeiras edições

Meira – As primeiras edições do festival comemoraram o centenário de nascimento do pernambucano Jayme Florence, mais conhecido como Meira, que formou com Dino 7 Cordas a mais importante dupla de violonistas da Era do Rádio. Integrante do Regional do Canhoto, Meira também se destacou como professor de violão. Foram seus alunos, Baden Powell, Rafael Rabello e Maurício Carrilho.

João Pernambuco – O primeiro grande compositor de choro para violão, que influenciou até Villa-Lobos, é também considerado um dos “pais” da canção sertaneja. É autor de “Luar do Sertão” e de “Sons de Carrilhões”, uma das peças brasileiras de violão mais gravadas no mundo.

Canhoto da Paraíba – Um dos compositores de violão mais originais do país, com sua forma inusitada de solar com o polegar e fazer bordões com os demais dedos, Canhoto tocava violão sem inverter as cordas.

Dona Ceça – Talvez seja a única mulher a tocar violão solo em emissoras de rádio do Recife, na década de 1960. Seu repertório é formado por choros e valsas de autores nordestinos. Ela também participou da antológica viagem de jipe, organizada pelo marido João Dias.

Zé do Carmo – Autor de valsas e choros para violão solo, Zé foi o principal violonista da Rádio Clube de Pernambuco. Suas músicas foram interpretadas por Dona Ceça, nunca gravou disco. Zé também participou da viagem e merece ser lembrado pela importância de sua obra.

Alessandro Soares, diretor artístico e musical do festival Acordes do Rádio

 

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Mais sobre o projeto

Em breve realizaremos a 3ª edição do Festival de Violão Acordes do Rádio. Confira aqui as primeiras edições, no Rio de Janeiro (2010) e em Brasília (2011), sob direção musical de Alessandro Soares

Saber mais sobre o festival

Artistas do festival

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Galeria de vídeos

Marco Pereira recria temas de Tom Jobim no II Festival Acordes do Rádio

Marco Pereira interpreta a Suíte Tom Jobim, formada pelas melodias de Eu Sei Que Vou Te Amar, Modinha e Luíza, em apresentação realizada em março de 2011, durante o II Festival de Violão Acordes do Rádio: 90 Anos do Violão Brasileiro, do produtor Alessandro Soares. Este vídeo integra uma série de três programas exibidos pela TV Senado em maio de 2011 e foi gravado no Teatro do CCBB em Brasília. Os espetáculos do Acordes do Rádio mostram um painel do violão brasileiro tendo o Rádio como fio condutor. A abrangência vai desde os anos 1920, quando surgiram as primeiras transmissões de rádio no país, até os dias atuais. A temporada de shows em Brasília teve como elenco as cantoras Mônica Salmaso, Vânia Bastos e Ná Ozzetti e os violonistas Marco Pereira, Guinga, Paulo Bellinati, Weber Lopes, Eustáquio Grilo e Henrique Annes. O projeto também resgata músicas raras e fotografias inéditas de muitos violonistas da primeira metade do século XX, sobretudo autores nordestinos que atualmente são pouco lembrados pelo público. Acordes do Rádio é fruto de uma parceria entre a Candeeiro Records e a Produções do Tempo.

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Galeria de áudios

Quarteto Maogani ao vivo no show Acordes do Rádio – Lôro (Egberto Gismonti)

 

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